Sobre

Meu novo tempo! Meu novo-velho templo!

Minha busca é antiga mas somente em alguns momentos ela parece conseguir verbalizar-se sozinha.

Deixo aqui notas de meu aprendizado, sem finalidade ao Ego; Mas deixo como registro de alguém que á muito se descalça e olha para o mundo com imenso amor!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Sabedoria do processo Corpo x Alma

"Sem perceber você vai obrigando seu corpo a te afetar numa tentativa biologicamente inteligente de se reorganizar; Os sintomas começam a aparecer nos ossos, na pele, nos olhos...E então você sem querer somatiza no corpo a dor que está ocasionando a sua alma, porque cada lesão provocada na alma, é um hematoma que o corpo incansavelmente tenta curar..."



No fundo o nosso coração sempre está nos dizendo o que esta errado; O nosso corpo então começa a ser afetado porque biologicamente somos perfeitos e resistentes...
Existe uma sabedoria nesse processo corpo x alma, mas quase nunca observamos...
Nosso corpo é biologicamente inteligente e se modifica com o intuito de sobreviver, ele se afeta propositamente com a finalidade de corrigir o caminho da alma;
Veja por exemplo a analogia do corpo em relação aos joelhos, se algo vai mau na alma e insistimos em perpertuar isso, então os joelhos são afetados; É uma forma do seu corpo dizer: Opa! Já deu, é hora de desistir...
Sabe, isso é sábio! É mais simples do que sentir o gelado daquele sorvete preferido seu...
Mas mecanicamente você se adequa as teorias que leu, a educação que recebeu, as expectativas humanas que concebeu e inconcientemente aceitou, e ai tenta redirecionar o sentido da alma, faz um esforço mais que humano, consome a mente tentando encontrar formas de corrigir aquilo que seu coração já diz ser contrário,  quer fazer dar certo, é como entrar em uma competição que você não pode ganhar; Mesmo que você tenha aceitado que isso é a coisa mais importante a se fazer...
Sem perceber você vai obrigando seu corpo a te afetar numa tentativa biologicamente inteligente de se reorganizar; Os sintomas começam a aparecer nos ossos, na pele, nos olhos...
E então você sem querer somatiza no corpo a dor que está ocasionando a sua alma, porque cada lesão provocada na alma, é um hematoma que o corpo incansavelmente tenta curar...
O confronto então ocorre, é hora de se vasculhar, o espelho está logo ali mas seus olhos adestrados muitas vezes não deixam você ver que o caminho que escolheu não é aquele que o coração deseja...
Porque o coração clama o tempo todo, ele queima quando estamos fazendo algo errado, ele angustia quando tentamos enterrar com a razão o que de fato é verdade para nossa alma.
Se tens coragem, então darás um passo ao desconhecido como se atravessar pela abertura de uma porta fosse a coisa mais assustadora a se fazer e as vezes é...
Porque ali do lado de dentro você deixa tudo que somatizou como verdade, e se decepciona grandiosamente com suas mentiras, se liberta do cansaço que ocasionou a si mesmo, e as vezes as lágrimas levam tempo para transfomar o sal em doce...
Então se a gente não apreender a se vestir com o coração, ou se desistir de se vestir com ele, a mente então vai somatizar o medo, vai nomear toda sua intuição como loucura, e sua alma vai perder a força, vai enfraquecer na missao de ser sua bussula e ai você precisará se perder muitas e muitas vezes...


 C.Venegas - [2015]


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Atemporal


Como poderia eu não me lembrar desse detalhe?
Foi ai que pensei no quanto o tempo pode ser irrisório para os sentidos! 
Que incrivel é o peso que ele não tem! 
Ou seja, essa história “que com o tempo tudo melhora”, ou “que tudo passa com o tempo” não é necessáriamente verdadeira para os sentidos! 




Venho a algum tempo martelando algo em minha cabeça; Algo que pode ser explicado como coincidencia ou nada se preferirmos olhar sem tanta atenção, mas o fato é que acredito que o tempo que conhecemos não tem o peso que muito de nós aprendemos que ele tem quando repetimos frases como “o tempo cura” , ou “amanhã é outo dia”.
Uma observação totalmente despretenciosa me fez refletir sobre a capacidade que temos de reviver, gostar ou gozar de novo de coisas que em outro momento já nos foram prazerosas ou importantes.
Na minha viajem ao Chile o ano passado, sem perceber, pude novamente me “apaixonar” pelo mesmo tipo de suco que em um antes, mesmo sem me lembrar já o tivesse como preferido! É óbvio que essa observação somente foi possivel porque uma pessoa com algum nível de intimidade me alertou sobre o fato quando eu exclamei após um longo gole: Que tinha adorado aquele suco!
Então ao ser alertada que aquele sempre foi meu suco predileto, minha mente percorreu longos 14 anos atrás...
Como poderia eu não me lembrar desse detalhe?
Foi ai que pensei no quanto o tempo pode ser irrisório para os sentidos! Que incrivel é o peso que ele não tem! Ou seja, essa história “que com o tempo tudo melhora”, ou “que tudo passa com o tempo” não é necessáriamente verdadeira para os sentidos! Pode ser que para a mente ou para a forma que temos a necessidade de absorver as coisas, o conceito de tempo seja realmente necessario para retirar o peso, ou amenizar as ansiedades das coisas que acontecem na raiz mais misteriosa que é o sentimento, mas modificá-las em sua importância não acho ser totalmente possivel.
Podemos nos questionar, o porque um detalhe tão pequeno como esse pode ter levado essa garota a refletir sobre o tempo, mas é exatamente isso, um detalhe despretensioso que de alguma forma não racional te leva a reviver uma sensação tão igualmente prazerosa (Suco) que te faz ter a certeza que nós temos a capacidade de gostar sempre, ou de novo das mesmas coisas, tendo ou não a nossa mente ou razão dado nome ou sobrenome a elas ...
O porque isso é tão importante? Para mim é importante porque me faz perceber que o tempo nada mais é que uma forma conjecturada de dar nome a tudo que absorvemos pelos sentidos; E a forma como “sabemos” mapeá-las dentro de nós mostra ser falha porque não pode exatamente anular a satisfação ou decepção de cada coisa externa que podemos absorver com os nossos sentidos.
Isso explicaria por exemplo o porque traumas afetam tanto nossa forma de absorver a vida, e o porque podemos reviver as mesmas sensações causadas pelo traumatismo; E quando utilizo essa palavra, me utilizo mesmo do sentido aurélio conhecido, porque o estado físico ou psíquico resultante dessas lesões são edificantes ou destruidoras;
O fato é que quando uma vez transformadas, ou seja absorvidas e sentidas não poderão adotar outra forma, passe o tempo que passe...
O suco foi apenas um exemplo da prova sensorial que a vida nos concede,
Cabe a nós o observar mais consciente.


Claudia Venegas [2015]

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Top WordPress Themes