Sobre

Meu novo tempo! Meu novo-velho templo!

Minha busca é antiga mas somente em alguns momentos ela parece conseguir verbalizar-se sozinha.

Deixo aqui notas de meu aprendizado, sem finalidade ao Ego; Mas deixo como registro de alguém que á muito se descalça e olha para o mundo com imenso amor!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Despertar - Contato Primeiro!


Brasil, contato divino 2007.



"Nunca vou me esquecer como os olhos daquela senhora eram profundos, como se Deus refletisse ali o universo..."



Quando retornei a Santiago após uma visita flash de sete dias ao Brasil, mas precisamente em 2004, algumas coisas começaram a mudar verdadeiramente dentro de mim no caminho de volta, era como se minha busca começasse a ganhar incentivo, e meus medos perdessem força.
Esses acontecimentos abriram passagens em minha mente, para buscar insaciavelmente respostas a sensações que até então eu enganara; E os caminhos foram sendo formados, identificados no passado, observados e co-relacionados com carinho no presente; Assim como o cordão umbilical foi cortado, posturas ultrapassadas deixadas de lado, e um novo sol renasceu em mim a esperança, a ingenuidade e "genuidad"; E a verdade das coisas belas que sempre busquei ganharam vida novamente, a poesia despertou-me do luto em que eu vivia; E essa beleza que resgatei, mantém-se até hoje; Afinal como disse Osho em um de seus livros, quando um peixe sai do mar jamais retorna ao mar sendo o mesmo peixe.(Isso é despertar, voltar à mesma vida, só que desta vez consciente).
Minha vinda naquele ano foi especial, além de estar especialmente esgotada pelo stress do trabalho de treze horas diárias, que realizava em um Shopping de Santiago, fechada atrás daquelas paredes cinzentas sem poder apreciar a luz do sol por completo, ainda somava à preocupação com minha irmã caçula, na época com treze anos; Vim preocupada com o esgotamento que minha mãe transparecerá por telefone, mas devo dizer que em meio à expectativa de minha chegada, e a saudade que sentia de meus amigos que não via há um ano, desviei minha completa atenção do real problema que ocorria em minha residência.
A relação com meus familiares até então sempre fora complicada, e mesmo estando todo esse tempo fora me custava entender o porque de tanta falta de comunicação; Minha mãe estava esgotada, foi muito difícil para mim encontrá-la daquele jeito;
A energia sempre me pareceu muito pesada, e confesso que situações como essa muitas vezes me faziam(em) querer escapar, fugir; Não só pela dor, mas sim pelo “enredo” em que se encontram, pelo trabalho verbal que teria que ser feito, pelo desgaste; Pelo egoísmo que todos levamos dentro, pela vontade de negar e de deixar aos outros seus problemas, pois comparti-los nos leva a deixar de lado nossos desejos, ou nossas “necessidades” momentâneas;
Sinto que vivo sento “testada” em meu egoísmo, pois sempre peço humildade de alma, para que a soberba não enalteça meu ego com coisas superficiais;
Nestes sete dias de minha estadia no Brasil, demorei três dias para realmente “ver”, enxergar, o problema em minha irmã, e me desesperei em choro; Lembro-me de estar ao telefone e ouvir ela me dizer e dizer coisas que eu não entendia, mas quando a olhei, minha alma se partiu, pensei ter perdido seus olhos para sempre, foi assim que Deus tocou minha alma, é assim que Deus nos toca primeiro, atravéz dos nossos.(Não vou entrar em detalhes, pois parte dessa história é parte de outra pessoa, e não expor sempre é demonstrar o respeito que temos com os outros).
E foi nessa ocasião que tive meu primeiro contato com o sobrenatural, contato que despertou minha alma e essência; No Brasil neste ano por primeira vez testemunhei com minha família uma revelação que foi feita a um grupo de religiosos, uma semana antes dos meus pés pisarem o solo brasileiro; Essa revelação se cumpriu, e eu fui parte crucial para que isto ocorresse; Lembro-me de ter relutado bastante antes de acreditar no que aquelas pessoas desconhecidas diziam, mas não pude duvidar nem um segundo mais quando mencionaram já saberem de minha vinda, e segundo relataram corretamente, de uma terra distante; Disseram que nos esperavam há alguns dias, porque lhes foi passado (revelado) semanas antes pelo espírito, que uma família viria em busca de auxilio até o fim da semana; E foi o que ouvimos calados, todos sentados ao “acaso” na sala da casa daquela irmã, cheios de preconceitos e desconfiança, o que depois de uma hora mudou completamente nossos corações;
Todo o caminho, ou chegada até ao local foi complicado, adiado por duas vezes e por terceira, meio ao acaso, chegamos todos juntos ali, como revelado;
Hoje penso Surpreendente como Deus trabalha! (Demorei um bom tempo para destilar os efeitos dessa experiência)
Esse acontecimento mudou minha vida, fez com que um chamado interno tivesse um sentido, e me impulsionou a buscar e a reconhecer desde então esses sinais; Quando estamos em situações como esta, nos sentimos despidos, observados; Nos armamos de racionalidade, da intelectualidade besta que nos resta; Como se páginas de livros, ou cor de pele, status social, ou falsa filosofia experimentada com os cinco sentidos, nos pudesse cobrir do algo que temos medo em assumir. Da busca, da evolução natural do espírito, da igualdade. È mais fácil seguir ignorando, alongar os porquês do ego, encontrar prazos, do que respeitar as falsas “necessidades” que vão se perdendo pelo caminho. Não é errado experimentar, o problema é que somos viciados em nós mesmos.No ideal imperfeito que construímos de nós mesmos!
Nunca vou me esquecer como os olhos daquela senhora eram profundos, como se Deus refletisse ali o universo!
Aliás, isso é curioso percebi que pessoas com o dom profético, ou videntes, tem o mesmo estranho olhar, despindo tudo e todos...

Claudia Venegas

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