
“Considerando que o corpo não tem desejo permanente e que nossa alma tem suas próprias vontades; Acordei em estado de êxtase como se o momento acabará de ocorrer, Meu corpo ainda guardava sensações daquele encontro, sabia que era real, lembro-me de ter procurado com os olhos reconhecer local...”.
Santiago, ano de 2004 logo após marcante visita ao Brasil, uma sensação de busca reinstalada ganhava vida, foi nessa época que pude vivenciar pela primeira vez uma EFDC ((experiências fora do corpo) ou OOBE (Out-Of-The-Body-Experience)). Isso mudou minha percepção e crença; Por primeira vez sai do âmbito físico ou de idéias que encerramos por aprendizado limitado e passei a perceber um além; Despertou em mim uma curiosidade e mais tarde, alguns anos após esse acontecimento vivi algo parecido aqui no Brasil; Lembro que isso gerou em mim tanta curiosidade que comecei a pesquisar o mundo do sonho, ou o que acontece quando não estamos em estado de alerta; Chegou até mim então um livro que analisava de várias perspectivas esse mesmo assunto; Misturava física, filosofia, espiritismo e psicologia; Na verdade não me recordo o nome do livro. Após ter digerido e aspas criado para aprofundar-me no assunto, chegou até mim outro livro de nome “Viagens fora do corpo” de Robert A. Monroe, publicado por primeira vez em 1972, quando o assunto ainda era um tabu (Ainda é por muitos); São relatos dos primeiros estudos feitos na área da parapsicologia;
Quando tive minha primeira EFDC não tinha a menor idéia do que isso significava apesar de ter despertado algo dentro de mim; Mais tarde com a chegada desse livro pude entender então do que se tratava;
Pude identificar nesses meus 27 anos apenas duas experiências, as que dou crédito total como sendo EFDC.
Relato então uma delas, a primeira: Considerando que o corpo não tem desejo permanente e que nossa alma tem suas próprias vontades; Acordei em estado de êxtase como se o momento acabará de ocorrer, Meu corpo ainda guardava sensações daquele encontro, sabia que era real, lembro-me de ter procurado com os olhos reconhecer local...
Acordei para sentir o que desejava sentir fisicamente; Lembro-me que antes de dormir, fiz uma oração, um pedido para que minha alma se calasse; Pedi ao meu guardião que nossas almas se juntassem, não faria tamanho pedido, mas forte era o que sentia; Lembro-me que à distância me causava ansiedade e as milhares de sensações me invadiam. Sentia força enorme, amor enorme, vontade enorme; Essa pessoa andava em meu pensamento e meus pensamentos andavam nela. Minha única vontade era juntar-me a ela para um demorado abraço; As cordilheiras esfriavam meus sonhos mais profundos;
Então à medida que o tempo passava, mais vontade tinha de deixar tudo, de viajar de volta só para estar “segredinhos” de minutos do lado de quem me despetara tais sensações; Talvez por isso meus sonhos com essa pessoa se tornaram freqüentes, como meus telefonemas e e-mails. Uma sensação de êxtase douradura tivera tomado conta de mim naquele mês após esse reencontro no Brasil. Algo muito forte nascera no caminho, com as palavras, com a vontade do olho no olho, do toque; Estranha sensação, incompreendida desde então;
Nesta noite minha vontade tocou verdadeiramente seu corpo, e nos encontramos, mesmo a kilometros de distância; Pude viver naquele sonho a vontade que esvaeceu no amor que nos entregávamos, e foi tão verdadeiro que ainda tenho essas sensações dentro de mim. Em certo momento acordei e ao banheiro me dirigi, fazer xixi, lembro-me da hora e do desejo de voltar ao sonho. E voltei... Diferentes eram as circunstâncias já não conseguia me comunicar com essa pessoa, pois não a encontrava, muitas outras pessoas estavam no local, e lembro-me de sentir desconforto, e de algumas outras cenas...
Bom...Seria um sonho normal nascido de uma vontade imensa, não fosse o fato de que mais tarde, após passar a manhã, quando de costume fui checar meus e-mails, lá estava um e-mail que me impressionou, descrevendo nosso encontro; Então boca aberta fiquei, respondi de forma a contar parte do meu sonho também, e a noite resolvi ligar para compartir a experiência com detalhes e ao contarmos nos o sonho, mesmo que nascido de situações diferentes o fato consumado era o mesmo, o que já era incrível; Até mesmo à volta, a tentativa de continuar o sonho pareceu ser o mesmo mas neste caso, na continuação, as situações que se deram eram parecidas salvo detalhes, as pessoas, o lugar se mantinham, e até mesmo o fato de que não conseguíamos nos reencontrar...”.
Existem técnicas estudadas e criadas para facilitar esse tipo de experiência, com finalidades diversas, muitos desejam conseguir se mobilizar a qualquer parte, até mesmo outros países; Mas segundo outros livros que li, segundo a filosofia espírita, as almas somente se encontram se estiverem afinadas, pois nosso corpo tem necessidades e desejos que diferem de nossas almas;
Normalmente vivemos EFDC, mas elas acontecem em estágios profundo do sono, onde a mente não está em estado de alerta para registrá-las. A maioria das EFDC registradas acontece nos primeiros 20 minutos, ou seja, no estado de REM (Rapid Eye Movement) nesse estado a nossa mente ainda está em alerta, e consegue registrar nossos pensamentos e vontades; é nesse estado que conseguimos perceber o momento da separação da alma do envoltório humano; Dizem que acontece com a separação do último elemento que nos compõe, ou seja, a Terra, por isso temos a sensação de pequeno tremor no corpo. (Tive uma experiência direcionada e consciente que um dia relatarei também).
Considero baseada em estudos mais avançados, que a alma prescisa voltar a seu estado natural a fim de realizar coisas. Dessas que não sei quais serão, talvez ninguém ainda saiba; Existem estudos que demonstram que pessoas que passam mais de 72 horas sem dormir perdem a capacidade de reconhecerem a si mesmas, não perdem informações do que necessitam fazer, mas perdem a capacidade de perceberem sua origem. A outra parte dos EFDC acontece nos 20 minutos finais do sono, mas acredito mais que sejam PES (percepções extras sensoriais) já que em muitos casos, percebidos por mim, antes de acordar consigo direcionar as situações que vivo em meus sonhos, sem necessariamente serem EFDC, acredito que estas ocorram mais em estágios profundos do sono, do que pela nossa vontade; Mas isso vem atravéz de exercícios ou não!
Como disse Jesus: Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante aos porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés, e, voltando-se, vos dilacerem (Mateus7: 6)
Como já disse um sábio homem: Deus não deseja que os segredos de sua criação sejam divulgados promiscuamente!
Amor, paz, Luz, sabedoria...Deus!
Não somos mortais, somos (somamos o ) Eternos!
Claudia Venegas
10:18
Claudia Venegas


